Deputada propõe destinação de R$ 500 mil para ampliar rede de atendimento à mulher
Na manhã desta sexta-feira, 25 de novembro (Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher), Nilda Gondim defendeu a mobilização de toda a sociedade brasileira no sentido de cobrar das autoridades constituídas a adoção de medidas mais rígidas e efetivas contra os praticantes de agressões contra a mulher em todo o País. Em entrevista, ela voltou a defender uma maior divulgação e aplicação da Lei n° 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).
“A Lei Maria da Penha é um instrumento legal de defesa dos direitos e da integridade da mulher que triplicou a pena para agressões domésticas; permitiu que agressores sejam presos em flagrante; acabou com as penas pecuniárias (aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas), e trouxe uma série de medidas para proteger a mulher agredida, dentre elas a determinação da saída imediata do agressor de casa”, lembrou a deputada. Ela observou, entretanto, que, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, a mulher continua sofrendo o problema crescente da agressão física e moral em todas as regiões do Brasil.
Tomando por base dados divulgados pela Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana da Paraíba, segundo o qual foram registrados 45 assassinatos e 34 casos de estupros no período de janeiro a outubro deste ano no território paraibano, e ainda o grande número de reportagens televisivas veiculadas frequentemente em cadeia nacional sobre casos de agressões físicas, sexuais e psicológicas contra mulheres, muitos deles resultando em assassinatos, Nilda Gondim afirmou que “a sociedade, e especialmente os representantes dos poderes constituídos em todas as esferas administrativas e jurídicas do País, não podem permanecer passivos diante do aumento progressivo e alarmante dos índices de violência contra a mulher”.
“A maioria dos casos noticiados são crimes com requintes de crueldade; e em muitos casos os agressores são os próprios companheiros ou maridos das vítimas”, comentou, salientando que se faz necessária a tomada de providências urgentes baseadas na parceria dos poderes públicos e da sociedade no sentido de adotar medidas mais austeras”. Referindo-se à Lei Maria da Penha, a deputada ressaltou que esse importante instrumento deve ser melhor divulgado e mais severamente aplicado, e defendeu uma maior participação do Ministério Público no processo.
“Mesmo se constituindo num grande e importante mecanismo de defesa da mulher, a Lei Maria da Penha acaba não surtindo o efeito esperado por vários fatores: primeiro em razão do desconhecimento por parte da grande maioria da população, especialmente feminina; segundo porque muitas das mulheres agredidas acabam optando por não denunciar seus maridos ou companheiros por medo de não terem condições financeiras de viver longe deles; terceiro por causa da preocupação com a criação dos filhos, e quarto (sendo este motivo gravíssimo) porque muitas das mulheres vítimas da violência não abandonam os agressores por medo de serem mortas caso rompam a relação”, enfatizou.
“Diante da gravidade do problema, que vem crescendo assustadoramente, apesar de todos os esforços de importantes segmentos da nossa sociedade, não podemos assistir passivamente a tanta discriminação e violência contra as mulheres. Enquanto lutamos e mostramos que somos capazes de assumir desafios, conquistar mais espaços, superar as desigualdades que ainda persistem, continuamos a presenciar vidas de mulheres sendo ceifadas tragicamente, por motivo torpe e banal. É preciso dar um basta! E para isso faz-se necessária uma mudança radical em todos os sentidos (social, político e jurídico)”, enfatizou.
Assessoria
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