PMCG inaugura nesta terça enfermaria para Mãe Canguru no ISEA
O Mãe Canguru estabelece maior apego, segurança, incentivo ao aleitamento materno e melhor desenvolvimento da criança, evitando infecções hospitalares e apesar do ISEA implantar a enfermaria específica para o método, também vai incentivar que ele seja realizado em outras enfermarias da maternidade e também nas residências, quando o bebê receber alta, inclusive com a participação do pai ou qualquer outro membro da família, a exemplo dos avós. Em casa, todas as tarefas domésticas poderão ser realizadas com o bebê “amarrado” no peito. Na posição canguru, o bebê tem menos refluxo e as vias aéreas são mantidas livres, o que evita o sufocamento da criança, e há diminuição do risco de apneia (parada da respiração durante o sono).
O contato com o corpo da mãe promove a manutenção dos níveis adequados de temperatura corpórea do bebê e o seu desenvolvimento neurológico é melhor, principalmente pelo fortalecimento dos laços afetivos entre ele e a mãe. O bebê é mantido na posição até atingir 2 kg ou quando seria a data provável do parto, quando ele começa a ficar agitado, a subir pela mãe e a suar. É como se estivesse na hora de nascer mesmo, dentro de uma gestação completa. É a hora em que o bebê avisa que deixou de ser um “canguruzinho”.
Profissionais do ISEA foram capacitados pelo Ministério da Saúde, que entende que os recém-nascidos com baixo peso ou prematuros têm um desenvolvimento mais adequado quando são aninhados junto ao peito da mãe ou pai por meio do Método Mãe Canguru. Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde, em 2004, com 985 recém-nascidos de baixo peso mostrou que as Unidades Canguru tiveram desempenho superior em relação ao aleitamento materno exclusivo e, aos três meses após alta, menores percentuais de reinternação dessas crianças.
Além do aumento do vínculo da mãe com o filho, outros benefícios do Método Mãe Canguru são a melhora do desenvolvimento neurocomportamental e psicoafetivo do recém-nascido de baixo peso/prematuro; o favorecimento ao aleitamento materno; controle térmico adequado; estimulação sensorial adequada; redução do risco de infecção hospitalar; redução do estresse e da dor nos bebês; maior confiança dos pais no manuseio do bebê e otimização dos leitos de UTI.
HISTÓRICO – O Método Canguru nasceu na Colômbia em 1979, no Instituto Materno Infantil de Bogotá, com os médicos Dr. Reys Sanabria e Hector Martinez. Inicialmente ele visava reduzir os custos da assistência perinatal, mais tarde é que foram descobertos outros benefícios. No Brasil ele chegou em 1997 no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP). Em 2000, passou a fazer parte da Norma de Atenção Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso, publicada pelo Ministério da Saúde.
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