As famílias que vinham morando no Conjunto Residencial Colinas do
Sol, localizado por trás do Detran, em Campina Grande, estão reclamando
o que consideram uma falta de consideração por parte da Cehap, que descumpriu um
acordo firmado sobre a ocupação das moradias. Segundo a denúncia, o Governo do
Estado havia se comprometido a não usar a intervenção policial para a
desocupação, que seria feita mediante a assinatura de um acordo com os
moradores.
Ao todo são 385 famílias que ocuparam as 406 casas do conjunto. Segundo um
dos líderes do Movimento dos Sem-Teto – Alessandro – o ato determinado pela
Cehap foi “covarde”, porque, segundo ele, houve uma reunião entre uma comissão
de moradores e dirigentes da Cehap, a exemplo da presidente estadual do órgão,
Emília Correia Lima “e houve um compromisso que não haveria intervenção da
Polícia”.
Em vídeo, ele denuncia pressão por parte do Governo do Estado para a
desocupação das casas. “Nós estamos sofrendo pressão da parte do governo.
Estamos sendo pressionados pela polícia. A polícia, certo dia, invadiu minha
casa e tentou me matar”, disse. “Não sou vagabundo, sou honesto e uma pessoa de
bem e quero dizer para o governo atual, que procura a gente só de 4 em 4 anos
que tenha misericórdia da gente, que tenha pena da gente, que aqui tem pai de
família, tem mãe de família, tem deficiente, tem pessoas que
precisam”.
Alessandro também confirmou que o conjunto está abandonado, pois era para
ter ficado pronto há mais de 5 anos. “Essas casas já eram pra ser entregues há
mais de cinco anos (...) hoje está todo mundo aqui sofrendo pressão, as famílias
estão todas tensas, sofrendo pressão, estão querendo que a gente saia, a Cehap
nos prometeu que em seis meses iria nos dar casa, não nos passaram nenhuma
documentação e a decisão para que a gente saia daqui pacificamente é que ela
assine um documento comprovando que a gente vai ter direito a casa porque isso é
um direito constitucional e todo mundo tem direito a casa, como ser humano, é um
direito de todos”.
Conjunto abandonado pelo Estado - Alessandro afirmou que as famílias
só decidiram ocupar as casas porque o conjunto estava abandonado. “Nós aqui não
estamos invadindo nada não, estamos ocupando uma coisa que estava abandonada
pelo governo, pois veio verba e, infelizmente, a Cehap comeu”, disse ele, no
vídeo.
Contrariando o que havia prometido aos ocupantes, via Facebook a Cehap,
respondendo a uma beneficiária com uma das casas, disse o contrário. “A Cehap
está tomando as medidas judiciais cabíveis para retirar as famílias invasoras.
Os beneficiários escolhidos não serão prejudicados. O processo está na justiça e
assim que a decisão sair as pessoas serão retiradas das casas”, disse a Cehap,
através do seu perfil no Facebook.
A Nota da Cehap demonstra duas situações: a primeira é que, ao usar o termo
“beneficiários escolhidos” o órgão abre margem para especulações sobre os
critérios utilizados pelo Governo do Estado para a distribuição das moradias.
Segundo, porque o discurso é totalmente o oposto do que foi colocado pelos
diretores do órgão, na reunião com os ocupantes atuais.
Marta Rejane, uma das beneficiadas com uma das casas – a quem a Cehap
enviou a resposta pelo Facebook – disse que ela e outras pessoas beneficiadas
estão esperando a conclusão das casas há “mais de 9 anos”, o que, por si só, já
demonstra a falta de compromisso governamental para a conclusão do
conjunto.
O problema foi gerado, também, por conta do déficit habitacional de Campina
Grande, estimado pela Prefeitura da cidade em aproximadamente 16 mil moradias.
Por outro lado, o atual governador, Ricardo Coutinho, que na campanha prometeu
construir na Paraíba 40 mil casas populares não ergueu, em Campina Grande, uma
só casa.
Veja o vídeo da denúncia:
Do Blog Carlos Magno com Ass.Com Comunicação & Marketing
Sra Marta Rejane,pessoas q/ estavam no conjunto Colinas do Sol,ñ são invasores e sim ocupadores pessoas q/ tem inscrição desde 1992,concerteza mais tempo q/ vc.Pessoas dignas,idosos,crianças,gestantes,deficientes etc...Cabe a CEAHP e o grande e imenso governador da Paraiba,distribuirmoradias para esses ocupantes q/ ñ tem onde morar.Isso é uma vergonha para nossa Paraiba.
ResponderExcluir