O ex-governador José Maranhão (PMDB) revelou, nesta sexta-feira (12), a existência de algumas feridas que ainda não foram cicatrizadas no que diz respeito à primeira aliança firmada com o socialista Ricardo Coutinho (PSB), ainda no ano de 2003, com vistas à sucessão municipal.O peemedebista disse que naquele momento o partido apoiou a postulação de Ricardo Coutinho sob a condição de que o PMDB teria a vice, tanto para a chapa de 2004, quando para a chapa à reeleição de 2008, no entanto, o grupo girassol decidiu quebrar o acordo e emplacar uma chapa puro sangue na disputa sucessória.
“Eu queria que ele tivesse cumprido o que foi acordado e ele não cumpriu. Além de não dar ao PMDB a vice em 2008 ele também quebrou o acordo de apoiar a nossa candidatura ao Governo do Estado, se lançando assim como candidato em 2010”, lamentou.
Indagado se, após a traição, teria se arrependido de ter feito a composição com Ricardo Coutinho em 2004, Maranhão disse que não.
“Naquele momento eu não tinha como prever o futuro, eu não sabia que ele iria quebrar a palavra depois de nós termos cumprido a nossa. Eu não me sinto arrependido, até porque em politica você não pode fazer previsões em longo prazo e aquela aliança foi à estratégia daquele momento”, destacou.Maranhão deixa claro que Ricardo Coutinho se recusou a manter a vice do PMDB e ainda se recusou a apoiar a candidatura da sigla na disputa estadual.“Se eu soubesse do futuro eu teria arrependimento, mas como eu não sabia, não era possível ter essa previsibilidade matemática na politica, assim como dois e dois é igual a quatro. Se faz a politica com base no respeito mutuo, na confiança, isso é um fator fundamental e nós confiamos na palavra que nos foi dada”, asseverou.
Sobre a possibilidade de vir a repetir a aliança com o Mago, Maranhão foi enfático.
“Quando se faz um acordo é porque você tem confiança e eu levei o meu partido para fazer de Ricardo Coutinho o prefeito de João Pessoa, nós confiávamos nele e infelizmente isso não aconteceu e ai não caberia isso novamente se repetir, pelo menos com ele não”, finalizou.
Henrique Lima/ Márcia DiasPB Agora
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