Paraíba entre os Estados com as contas comprometidas, mostra levantamento
Levantamento aponta que pelo menos sete Estados contabilizaram déficit primário no ano passado
Infográfico elaborado pela Folha de S. Paulo (Crédito: Reprodução / Folha)
Levantamento feito pelo Jornal Folha de S. Paulo aponta que pelo menos sete Estados – Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Acre, Amapá e Roraima, Rio de Janeiro - e o Distrito Federal contabilizaram déficit primário no ano passado.
Em outras palavras, a arrecadação de impostos e outras receitas não financeiras foi incapaz de cobrir as despesas com pessoal, ações sociais, custeio e investimentos.
Em 2011, apenas Pernambuco e Sergipe haviam fechado no vermelho. Quinze anos atrás, o número de deficitários chegava às duas dezenas, o que impulsionou a adoção da legislação para o controle dos resultados fiscais.
INVESTIMENTOS
Sob o comando do aliado Sérgio Cabral (PMDB), o Rio viveu uma reviravolta: de um superavit de R$ 2,6 bilhões, em 2011, a um deficit de R$ 0,9 bilhão no ano passado.
Os investimentos subiram de R$ 4,7 bilhões para R$ 5,3 bilhões de 2011 para 2012. Bem mais volumosos, gastos com pessoal e custeio também tiveram alta, de R$ 37,6 bilhões para R$ 42 bilhões.
A secretaria acrescentou que as contas do Estado respeitam os limites de endividamento fixados pela legislação e o programa de ajuste fiscal negociado com a União desde a década de 90.
O maior deficit do país, de R$ 1,1 bilhão, foi contabilizado em Pernambuco, onde Eduardo Campos (PSB) ensaia deixar a aliança nacional com o PT e se lançar candidato ao Planalto em 2014.
Segundo a Fazenda pernambucana, o resultado foi negociado com a União --que, na condição de principal credora, pode restringir a expansão de gastos e dívidas dos Estados.
"Cabe registrar, ainda, que só foi possível a efetivação de tal espaço fiscal em virtude do baixíssimo nível de endividamento do Estado, uma vez que em 2012 o estoque da dívida correspondeu a 45% da receita corrente líquida, diante de um limite de 200% [fixado na legislação]", diz nota enviada à Folha.
Fonte: Folha de S. Paulo
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