Em sete anos, metade do que a estatal produzir virá do pré-sal
A executiva disse que a companhia trabalha com uma cobrança muito forte para reduzir custos e afirmou que "não é barato produzir petróleo". "Uma companhia de petróleo não é para qualquer executivo chegar e dizer 'vou fazer petróleo' e fazer, em dois ou três anos", afirmou Graças Foster.
BOLÍVIA E ARGENTINA
PASADENA
Sobre as operações da companhia na refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, Graças Foster afirmou que o negócio não dá mais retorno à empresa, mas reiterou que a operação saiu de sua carteira de desinvestimento. A executiva disse que a Petrobras pretende fazer uma "revitalização comercial" na unidade, mas não deu detalhes sobre como seria essa mudança.
A presidente da Petrobras disse que o investimento em Pasadena, em 2005, foi feito em um momento de altos preços no refino. "Em 2008 e 2009, a margem de refino chegou a bater US$ 25 por barril. Hoje está em US$ 8, US$ 9. A diferença é muito grande". Segundo ela, isso impõe dificuldades às refinarias. "Naquele momento foi um bom negócio. Hoje, você olha para trás e diz que não. Tivemos no meio do caminho, em 2008, uma grande quebra da economia mundial."
Na África, Graças Foster enfatizou o objetivo da companhia de crescer na Nigéria, onde a empresa já atua. "Temos atuação bastante expressiva na Nigéria, e vamos crescer porque temos prospectos muito bons, como o de campo de Egina. Então nossa produção na Nigéria deverá crescer."
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