quarta-feira, 10 de abril de 2013

Senador Vital do Rêgo sugere comissão de especialistas para reformar Código Aeronáutico

Senador Vital do Rêgo sugere comissão de especialistas para reformar Código Aeronáutico
Na entrega do relatório elaborado pela Subcomissão Temporária da Aviação Civil o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) propôs o requerimento para a constituição, pelo Senado, de uma comissão de especialistas para estudar a reforma do Código Aeronáutico Brasileiro (CBA). Essa é uma das recomendações do relatório final da Subcomissão Temporária da Aviação Civil aprovado também nesta terça-feira (09)

Vital que é o relator do colegiado, instalado no ano passado, no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), debateu os problemas do setor com o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco. Aprovado pela Lei 7.565/1986, o CBA é a legislação básica do setor aéreo. O código trata de questões abrangentes, definindo desde competências dos órgãos que atuam no setor a normas aplicáveis ao uso do espaço e ao tráfego aéreo. O código também define regras para organização de aeroportos e registro de aeronaves, além de definir as responsabilidades dos operadores e proprietários, entre muitas outras questões.

A comissão de especialistas deve ficar encarregada de apresentar um anteprojeto para posterior exame por comissão temporária de senadores, seguindo o mesmo processo já adotado em relação à reforma de outras legislações abrangentes, como o Código Penal e o Código do Consumidor.

De acordo com Vital do Rêgo, o texto precisa ser atualizado para refletir as grandes transformações da aviação civil nos últimos 26 anos. No campo institucional, por exemplo, ele lembrou que o setor saiu de um sistema de gestão centralizado no Departamento de Aviação Civil (DAC), para outro em que apenas o controle do tráfego aéreo e a investigação de acidentes permanecem sob responsabilidade militar.

O senador observou também que, embora a Infraero esteja administrando 66 aeroportos federais, quatro grandes equipamentos aeroportuários já foram concedidos à iniciativa privada. E disse que todas as mudanças no campo institucional e organizacional foram acompanhadas de expressivo crescimento da demanda, com a nova classe média frequentando os aeroportos, fazendo crescer o número de passageiros ao redor de 12% ao ano desde 2003.- Forjou-se, assim, um cenário extremamente complexo e desafiador, e tanto mais complexo e desafiador na media em que estamos na iminência de receber no país eventos mundiais de enorme magnitude – afirmou Vital.

Moreira Franco afirmou que a atualização do CBA é uma contribuição complementar importante para a modernização do setor aéreo. Ele disse que, em alguns pontos, a legislação ficou não somente ultrapassada como inócua. Citou, como exemplo, a limitação à participação do capital estrangeiro em menos de 50% do capital das companhias aéreas. Hoje, independentemente de percentuais, ele disse que uma ação diferenciada pode assegurar a qualquer acionista o poder de gestão.

Ainda para o ministro, há grandes desafios na aviação civil não apenas para o governo e os legisladores, mas para todos os envolvidos nas atividades. A seu ver, há necessidade de profunda “mudança cultural”, pois os usuários necessitam receber o tratamento de “clientes”, com oferta de segurança, qualidade e preços. "Ainda não temos isso, lamentavelmente" – admitiu.

O ministro observou que o mercado de aviação incorporou mais de 40 milhões de pessoas. Disse que o governo está empenhado na construção e melhoria de 270 aeroportos. E, para que seja possível integrar ao sistema cidades médias e regiões afastadas, deverá ser adotado um mecanismo de subsídios. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), presidente da subcomissão, em reforço ao que já havia admitido Moreira Franco, afirmou que o custo do transporte aéreo precisa ser acessível para o cidadão.

Assessoria

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