quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Marlene Alves esclarece retenção do IR da UEPB e condena "maldade" de Aracilba


Segundo a reitora, a secretária agiu com “maldade” ao acusá-la de se apropriar indevidamente de R$ 15 mi, relativos ao Imposto de Renda dos funcionários

A reitora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Marlene Alves, rebateu nesta quarta-feira, 8, em entrevista a Rádio Campina FM, as declarações da secretária de Estado da Fazenda, Aracilba Rocha, que a acusou de se apropriar indevidamente de R$ 15 milhões, relativos ao Imposto de Renda dos funcionários da instituição.
Marlene classificou como “maldade” as declarações de Aracilba, e disse que precisou reter o dinheiro do Imposto de Renda para poder pagar todas as contas da universidade, uma vez que o Estado não estava repassando corretamente o duodécimo da instituição.
Segundo a reitora, as despesas da UEPB eram de R$ 18 milhões, enquanto que o Estado só repassava R$ 16 milhões, causando um déficit nas contas da universidade.
Ainda de acordo com ela, o Estado reteve R$ 75 milhões do duodécimo da UEPB, o que inviabilizou o equilíbrio das contas.
Marlene também ressaltou que não houve apropriação indevida do IR, uma vez que o governo estava ciente de que a universidade estava usando o dinheiro para pagar suas despesas.
Ela acrescentou ainda que o governo não só estava ciente do uso do IR, como disse, através do secretário Luzemar Martins (Controle das Despesas Públicas), que não haveria problemas em relação a isso.
Entenda a polêmica
A secretária de Finanças, Aracilba Rocha, acusou na última segunda-feira, 6, a direção da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) de fazer “retenção criminosa de receita”, o que forçou o estado a fazer uma injeção de recursos na UEPB para evitar “uma situação vexatória” para a instituição.
Segundo Aracilba, a Secretaria de Finanças do Estado fez o repasse de R$ 15,4 milhões “para salvar a Universidade de uma situação vexatória”. Ela diz que a direção da UEPB sabe de toda essa problemática, mas não revela à população.
“A UEPB pagou a seus servidores durante todo o ano, reteve nos contracheques o Imposto de Renda e não repassou para a Receita Federal. Ela simplesmente fez o que se chama de retenção criminosa, porque o imposto foi retido do servidor e não repassado à Receita”, denunciou a secretária Aracilba Rocha.
Da Redação com informações do Paraíba Online
WSCOM Online

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