Pesquisa testa derivado de cana-de-açúcar como substituto de silicone
Médico de Pernambuco avalia viabilidade do uso em próteses de seios.
“Quando implantamos silicone, não há problema nenhum, só que o organismo cria uma ‘defesa’, uma espécie de cápsula para se defender do material dentro da mama, e com o tempo ele precisa ser trocado. Já o comportamento do biopolímero de cana é diferente do silicone. Ele vai sendo substituído por tecidos do animal: o tecido mamário e os que estão em volta, que invadem o biopolímero. Assim, a prótese não precisa ser trocada, e pode ficar dentro do corpo até a morte”, assegura Ivo Salgado.
Nos testes feitos com três porcas, o médico injetou o biopolímero em metade das tetas de cada uma das fêmeas para observar o comportamento e a reação à aplicação, totalizando 18 aplicações. “Elas reagiram bem, os estudos mostram que é biocompatível, sem causar danos”, contou Salgado. A segunda fase da pesquisa envolve outros testes nos suínos, que serão realizados a partir do implante de próteses feitas com o material.
O cirurgião explicou ainda que o passo seguinte é dar continuidade às pesquisas na área, para que possam ser feitos testes em humanos. “A gente vai refinar o estudo para que isso possa ser usado em humanos. Faltam ainda análises da Anvisa e de outros órgãos competentes, e isso leva um certo tempo”, pontuou.
G1
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