Visita do Flamengo antecipa o maior São João do Brasil em Campina Grande
Famosa por festejos no mês de junho, Campina Grande se agita para jogo Campinense e Fla
Nascido em Bom Jesus da Lapa, o baiano Hernane não esconde a alegria do retorno ao Nordeste. Sem muitas recordações das festas de São João por ter saído de casa cedo para se aventurar no futebol, o Brocador celebra o reencontro com suas origens.
A origem nordestina faz de Hernane um pé de valsa. Se o forró não é o estilo preferido, o atacante garante que não faz feio dançando, mas prefere não prometer nenhuma comemoração no estilo caso marque um gol nesta quarta.
- Olha, eu sei dançar, sim. Já gostei de forró e hoje aprendi até a gostar de outros estilos de músicas.
O maranhense Rafinha garante não ter o mesmo gingado. Solto em campo, o atacante vibrou com a oportunidade de conhecer uma cidade tão relacionada à cultura nordestina. A parte da dança, porém, ele substitui pela desenvoltura com a bola nos pés.
Sendo assim, coube a um paulista demonstrar a maior intimidade com as festas de São João. Um dos jogadores mais experientes do elenco, Renato Abreu recordou a juventude ao desembarcar na Paraíba e revelou já ter participado muito das chamadas quadrilhas de festa junina.
- Gosto bastante (de São João). Dancei muito na escola e no meu bairro, onde sempre nos organizávamos para fazer uma festa junina com os vizinhos. Cada um fazia um tipo de comida e a festa era na rua principal. Era muito bom todos os vizinhos se confraternizando. Tudo era mais calmo.
Forrozeiro ou não, o Flamengo entra em campo para tentar impor o seu ritmo e avançar na Copa do Brasil. Com uma vitória por dois ou mais gols de diferença, a equipe se garante automaticamente para enfrentar Asa de Arapiraca ou Ceará na terceira fase da competição e dá a largada para o São João da parte rubro-negra da Campina Grande que torce para o time do Rio de Janeiro.

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