quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ambulantes acusam PMCG de privilegiar empresários
 Ambulantes  acusam PMCG de privilegiar  empresáriosMoído: ambulantes realizam protesto no Parque do Povo e acusam PMCG de privilegiar grandes empresários

As vésperas de abertura do Maior São João do Mundo,  os vendedores que atuam no comércio informal na Rainha da Borborema, realizaram um protesto no Parque do Povo. A manifestação foi em reação a decisão da Prefeitura Municipal de Campina Grande de proibir o acesso ao Parque do Povo dos vendedores ambulantes, durante os festejos do Maior São João do Mundo, Na manhã desta quarta-feira (05) dezenas de vendedores ambulantes realizaram protesto contra a PMCG.

Com faixas, cartazes eles denunciaram a existência de privilégios por parte da organização da festa. Eles alegam que a PMCG está dando preferência a grandes empresários da cidade, e deixando de lado os pequenos comerciantes que sempre tiraram o sustento, comercializando produtos no Parque do Povo no período junino. O tumulto chamou atenção de muitos comerciantes que estavam concluindo a ornamentação de suas barracas.

Os vendedores denunciaram que grandes empresários estão sendo beneficiados duplamente com pavilhões, a exemplo de um famoso bar na cidade que ganhou uma barraca na parte de baixo e na parte superior, em frente à Pirâmide. Um dos vendedores Carlos, disse que há muitos privilégios no “QG do Forró” “Até mesmo uma grande barraca foi montada na parte de cima, em frente aos camarotes e funcionários da Skol disseram que é da irmã do vereador Tovar Correia Lima” denunciou.

O protesto dos vendedores não aconteceu apenas no Parque do Povo, mas também em frente ao prédio da Prefeitura. Na semana passada eles fecharam a avenida Floriano Peixoto contra a decisão de proibir o comércio informal nas ruas centrais da cidade. De acordo com a medida da Prefeitura, os ambulantes ficam proibidos de utilizar carrinhos para transportar as mercadorias e terão que comprar bebidas e gelo dentro do Parque do Povo para revender dentro da festa. - A gente quer trabalhar todos os dias, como foi nos outros anos. Tem gente que vem se planejando e comprando as mercadorias faz meses e agora não pode mais vender lá dentro – disse Maria Mônica, que vende bebidas e espetinhos há nove anos.

Os donos de trailers de lanches também fizeram parte do movimento. João Batista disse que há sete anos coloca o carro dele em frente à casa da tia da esposa, que fica próxima ao Parque do Povo, para comercializar cachorro quente, e este ano vai ter que se retirar do local. Uma comissão foi formada e tenta hoje à tarde conversar com representantes da Prefeitura.

Foi o terceiro protesto em menos de um mês contra a PMCG. Inicialmente foram os alternativos e depois ambulantes que estão proibidos de vender mercadorias diversas na área central.

PBAgora

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