SAMU Regional de Campina Grande volta a registrar aumento no número de trotes
Depois
de registrar uma redução no mês de fevereiro, em março o número de
trotes passados para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência)
Regional de Campina Grande voltou a aumentar e ficou em 37%, o que
representa que, das 15.193 ligações feitas ao número 192, 5.631 foram
trotes. Em fevereiro, o percentual de trotes foi de 31% e em janeiro,
33%. O percentual atual é bem abaixo do registrado em julho de 2009, que
foi de 71%, mas ainda é considerado alto diante da importância do
serviço, que atende casos de urgência e emergência, com iminente risco
de morte, em que todas as informações são passadas pelo telefone. “O
ideal seria que não recebêssemos nenhum trote”, disse o coordenador
geral do SAMU, Antônio Henriques.
Somente entre janeiro e março deste ano,
foram 34.639 chamadas feitas para o SAMU e destas, 11.778 foram trotes,
números que preocupam a coordenação do serviço, que pede a colaboração
da população para que oriente, nos casos de pais ou responsáveis por
crianças e adolescentes, que no momento em que um trote é passado,
alguém pode estar deixando de ser salvo. O maior problema do trote é a
obstrução das linhas telefônicas, que ficam sem ser utilizadas por quem
realmente está precisando do serviço, que agora atende a outros 55
municípios além de Campina Grande.
Além disso, o trote causa estresse e
irritação nos profissionais que trabalham no setor de regulação. Em
2007, o SAMU de Campina Grande foi destaque em reportagem da revista
Época, como o que mais recebeu trotes no país. Neste ano, depois de uma
grande campanha de conscientização, o número de trotes diminuiu, mas
depois, infelizmente, voltou a crescer. O maior número de trotes para o
SAMU foi passado no ano de 2009: 131.206.
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