sábado, 2 de fevereiro de 2013

Senador Vital atento ao aumento nos preços dos combustíveis analisa estudo e propõe solução


 

Campinenses estão pagando, agora, R$ 2,85 pelo litro da gasolina, e não aprovaram o reajuste dos preços nas bombas

Preocupado com a instabilidade nos preços dos combustíveis praticados no Brasil em especial na Paraíba o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), disse estar atento a alta de 6% nos preços do combustível, neste primeiro semestre de 2013, algo bastante superior as previsões dos analistas que previsão aumento de 4%.

O senador pretende saber dos órgãos responsáveis os motivos que devem levar os preços da gasolina superar em mais de 2% a taxa prevista pelos analistas na Paraíba. Baseado nos levantamentos do economista e sócio da Tendências Consultoria, Juan Jensen, que projetou nos postos o reajuste será de 4,2%. Como o peso da gasolina dentro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 3,89%, isso deve provocar um impacto total na inflação de 0,16 ponto porcentual.

Já o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, avalia que o reajuste impactará 0,13 ponto no IPCA e levará a uma alta de cerca de 4% na bomba. O economista Fábio Romão, da LCA Consultores, por sua vez, calcula um reajuste para o consumidor de 5,3%.

Vital destaca que o preço dos combustíveis poderia ter um abatimento nos seus valores na Paraíba caso o Governo Estadual revisse os repasses do tributo estadual do ICMS. “Esse aumento não é pequeno se comparado que no ano passado, o preço médio da gasolina teve reajuste de 7,8% dado às refinaria. Temos conjuntamente com os Procons ver se existe pratica abusiva no setor”,disse Vital.

O aumento nos preços dos combustíveis, que já entrou em vigor nos postos de Campina Grande, está deixando revoltados os motoristas da cidade. Aqueles que foram abastecer seus veículos após a alteração no valor do produto ficaram indignados com o reajuste que, no caso da gasolina, chegou a R$ 0,19 por litro. Os campinenses estão pagando, agora, R$ 2,85 pelo litro da gasolina.

Recentemente o senador Vital do Rêgo comentou estudo divulgado pelo engenheiro agrônomo Edgar Gomes Ferreira de Beauclair, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), que coordena um grupo de estudos sobre cana-de-açúcar, que revelou que até a Copa do Mundo de 2014, o Brasil seguirá enfrentando problemas de desabastecimento deste combustível, o que fez o governo ligar o sinal de alerta.

Vital que é titular da Subcomissão Permanente de Acompanhamento da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (CMACOPOLIM) comenta que o estudo demonstrou que a atual produção não consegue atender ao mercado e que investimentos no setor, mesmo se forem feitos e ampliados imediatamente, só começarão a dar retorno em, no mínimo, três anos.

Para este ano, a estimativa do professor é que volte a faltar combustível. “O etanol poderia estar agora com maior pressão de oferta, já que estamos em plena safra. No entanto, isso não está acontecendo. Já está havendo estocagem do produto para a entressafra. Esses preços devem se manter durante o ano inteiro. Não vai voltar mais a R$1,10 [por litro] ou R$ 1,20 justamente para inibir um pouco essa demanda e permitir que haja estocagem. Mas, ainda assim, nas minhas contas, vai faltar cana e, faltando cana, vai faltar etanol”.

O senador peemedebista concorda com a solução proposta pelo professor, onde passa pela ampliação dos investimentos no setor sucroalcooleiro e por uma política pública energética para atrair o investidor. A estimativa da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) é que a produção de açúcar deve atingir 32,38 milhões de toneladas na safra atual (2011/2012), queda de 3,35% em comparação à safra passada. A produção de etanol deve atingir 22,54 bilhões de litros, queda de 11,19% sobre os 25,38 bilhões de litros destilados na safra anterior.

Na Paraíba

O senador Vital do Rêgo cita que a menos de dois meses pesquisadores do Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresa (PECEGE), composta por Leonardo Botelho e Maria Alice Móz, juntamente com o assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Ricardo Severo estiveram na sede da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (ASPLAN-PB) para a realização de um painel, que fez parte do Projeto Campo Futuro. Durante o trabalho, os pesquisadores fizeram um panorama das práticas agrícolas utilizadas pelos produtores rurais na última safra e constataram uma queda significativa, em torno de 20%, na produção.

Preocupado com a falta de uma política de incentivo fiscal para a produção de etanol no Estado o senador Vital lembra que o Governo da Paraíba podia tomar como exemplo a atitude do governo gaúcho que vai anunciar ainda esse ano um programa de incentivo ao etanol, com ICMS menor para produtores e usinas de biocombustível.“A intenção é estabelecer um cenário que oriente e proteja os consumidores de etanol, buscando alternativas para o aumento da produção e ainda contribuindo para a definição de um marco regulatório estável com um conjunto de normas e leis para regular o funcionamento deste setor produtivo”, disse Vital.

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